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IMPRENSA
 
SBO responde a articulista
da Folha de São Paulo
 
No dia 28/9, oftalmologistas brasileiros foram surpreendidos com o artigo "Novos Tempos", de Hélio Schwartsman, publicado no jornal Folha de São Paulo, demonstrando desconhecer a importância do exame de refração ocular.

Na sua opinião, "Não há razão, por exemplo, para que médicos prescrevam óculos para crianças". No mesmo artigo, em nome de uma busca de racionalização, que os "novos tempos" estariam cobrando, defende, em prol do atendimento de massa, "reduzir um pouco a segurança", "Todo brasileiro e toda brasileira merecem assistência de saúde com toda segurança", enfatiza o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Marcus Safady, na resposta encaminhada ao jornalista.



Resposta ao Sr. Hélio Schwartsman, autor do texto reproduzido mais abaixo, publicado no jornal Folha de São Paulo, em 28-09-2013

Sr . Hélio,

Primeiramente , temos a dizer que o exame de refração ocular para prescrição de óculos em crianças é um dos capítulos mais importantes da oftalmologia, por sua complexidade e importância social. Importante causa de baixa de visão na infância, a hipermetropia anisometrópica (onde existe diferença de grau entre os dois olhos), só é detectada através de um exame que necessita, para sua exatidão, do uso de drogas que só podem ser utilizadas por médicos. É um exame que deve ser realizado até os 6 anos de idade para garantir um bom desenvolvimento da visão da criança.

A oftalmologia brasileira tem como tradição a realização de campanhas de triagem em escolares de todo o país, contribuindo para a erradicação da baixa visão por problemas refrativos. Vale lembrar que são programas permanentes e cada vez mais realizados. Sem podermos deixar de frisar que, no momento do exame de refração ocular, ser possível, para o médico oftalmologista detectar outras alterações oculares e sistêmicas que, descobertas precocemente, podem ser tratadas com muito mais sucesso.

Como vemos, sua afirmação de que “Não há razão, por exemplo, para que médicos prescrevam óculos para crianças”, é totalmente equivocada e vai de encontro a conceitos já estabelecidos pela comunidade científica internacional, que mostram a importância do exame de refração ocular na infância, realizado por médicos, na prevenção da ambliopia, que é o nome técnico dado a esta baixa de visão. Vários estudos demonstram o quão difícil é para uma criança conseguir um bom desenvolvimento social e intelectual, quando portadora de deficiência visual. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia vem a público registrar sua indignação frente a seu artigo, que pode confundir a população e prejudicar o trabalho que vem sendo realizado.

A força de uma divulgação jornalística, principalmente em um veículo do nível da Folha de São Paulo, é muito grande. É nossa opinião que assuntos dessa natureza deveriam ser melhor estudados antes de opiniões serem emitidas.

A medicina brasileira esta preparada para cumprir seu papel perante a sociedade brasileira com toda a segurança. Não se admite , nos dias de hoje , que o Brasil adote um modelo que signifique um retrocesso aos padrões atuais. Toda nossa população merece uma medicina de ponta, que não precisa necessariamente ser cara ou de difícil acesso. Basta o governo implantar políticas de saúde pública eficazes , com planos de desenvolvimento globais em todas as regiões do país, valorizando as carreiras públicas dos profissionais da área de saúde, que podemos atingir ótimos níveis assistenciais. E, refuto, com toda a segurança para a população, fato que o senhor diz não ser importante em seu artigo: “mesmo sob o risco de reduzir um pouco a segurança.

"Não, Sr. Hélio. Todo brasileiro e toda brasileira merecem uma assistência de saúde com toda segurança. Se as pessoas envolvidas no gerenciamento de nosso sistema de saúde não conseguem criar um modelo que responda positivamente ao item "segurança", estamos no caminho errado. O país que desejamos criar e deixar para as próximas gerações deve ser pautado no melhor. E temos condições para isso.

A medicina brasileira esta preparada. E a Sociedade Brasileira de Oftalmologia esta à sua disposição para o informar com mais detalhes sobre o assunto.

Cordialmente,


 

NOVOS TEMPOS


PUBLICADO NO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO, EM 28-09-2013

SÃO PAULO - Não dá para afirmar que seja despropositada a decisão do Supremo Tribunal Federal de dar aos réus do mensalão todas as possibilidades recursais previstas em lei. O que dá, sim, para discutir é se nosso marco legislativo não é absurdamente pródigo em recursos.

Minha impressão é que, a exemplo do que aconteceu com a medicina, o direito foi atropelado pelos novos tempos e nem percebeu.

Se, até algumas décadas atrás, ainda dava para insistir em modelos que procuravam máxima segurança, com médicos conduzindo pessoalmente cada etapa dos processos diagnóstico e terapêutico e com advogados podendo apelar, agravar e embargar nas mais variadas fases do julgamento, isso está deixando de ser viável num contexto em que se pretende oferecer medicina e justiça para uma sociedade de massas.

Aqui, seria preciso redesenhar os sistemas, fazendo com que o cidadão só fosse para a Justiça ou para o hospital quando alternativas que dessem conta dos casos mais simples tivessem se esgotado.

Não há razão, por exemplo, para que médicos prescrevam óculos para crianças ou para que divórcios e heranças não litigiosos passem por juízes e advogados.

É perfeitamente possível e desejável utilizar outros profissionais, como optometristas, enfermeiros, cubanos, tabeliães, notários e mediadores para ajudar na difícil tarefa de levar saúde e justiça para todos.

A dificuldade aqui é que, como ambos os sistemas são controlados muito de perto por entidades de classe com fortes poderes, como a OAB e o CFM, que resistem naturalmente a mudanças, reformas, quando ocorrem, vêm a conta-gotas.

É preciso, entretanto, racionalizar os modelos, retirando seus exageros, como a generosidade recursal e a centralização no médico, mesmo sob o risco de reduzir um pouco a segurança.

Nada, afinal, é pior do que a justiça que nunca chega ou a fila da cirurgia que não anda.

helio@uol.com.br
 
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