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IMPRENSA

Desde o dia 22 de dezembro iniciou-se oficialmente o verão. Passadas as festas de fim de ano, a praia e programas ao ar livre vão continuar predominando até março, pelo menos, quando ocorre o carnaval este ano.


Bom senso é fudamental, pais e responsáveis
não devem descuidar do horário para as crianças
se exporem ao sol: sempre antes das 10 horas ou
depois das 17 horas no alto verão

Período de alegria, festas, muitos passeios, viagens e presença maciça de turistas, o verão é também uma estação que requer cuidados especiais com os olhos porque os raios UV (ultravioletas) chegam com mais intensidade, podendo provocar conjuntivite e ceratite de exposição.

Recente pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que a incidência de doenças causadas por vírus e bactérias pode ser 46% maior no verão do que nas outras três estações do ano. A cada 10 graus de elevação de temperatura, o número de pacientes afetados por bactérias pode aumentar em até 17%.

Tanto a água do mar quanto a das piscinas, devido ao uso do cloro, podem provocar irritação olhos. O cloro na água das piscinas, no entanto, é muito mais nocivo para os olhos do que o sal do mar.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia alerta para manifestações como olhos "irritados" (vermelhos), com sensação de areia ou corpo estranho e fotofobia (desconforto com a luminosidade), que podem ser indicações de conjuntivite ou ceratite de exposição, decorrentes da exposição às radiações solares.

Em geral este quadro ocorre depois de algumas horas de exposição prolongada ao sol sem proteção. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda o uso de bonés, chapéus, óculos escuros com filtro para radiação ultravioleta. Na praia, levar também barraca.

O ideal é evitar a exposição excessiva ao sol, principalmente entre 10 e 14 horas. Nos estados onde vigora o horário de verão, evitar a exposição até às 15 horas. Crianças só devem se expor ao sol até às 10 horas da manhã ou depois das 17 horas, que correspondem, com o horário de verão, respectivamente, a 9 e 16 horas. A orientação se estende também aos dias nublados, quando a radiação pode chegar a 70% dos dias ensolarados.

A longo prazo (anos), doenças da conjuntiva, como pterígio, e alguns tumores, podem surgir, bem como a maior incidência de catarata e, possivelmente, degeneração da mácula em idades avançadas, pelo efeito cumulativo das radiações.

Como no verão são frequentes os surtos de conjuntivite, alguns cuidados básicos de higiene ajudam na prevenção. Em caso de alguém da família com conjuntivite, recomenda-se evitar esfregar os olhos, lavar as mãos com frequência e enxugar com toalha de papel ou toalha separada para ela.

Compressas de água filtrada gelada sobre as pálpebras podem ajudar quando há desconforto ocular nas ceratites de exposição e nas conjuntivites. Qualquer tratamento deve ser prescrito pelo médico oftalmologista. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia alerta ainda que medicamentos (pomadas, colírios) não devem ser usados sem prescrição médica (ou que foram indicados para outra pessoa).

As doenças oculares de verão não causam morte, exceto os casos de alguns tumores malignos (raros), decorrentes do efeito cumulativo de muitos anos de radiação.

Óculos escuros não são simples acessórios

No Brasil, onde predomina o clima tropical, o uso de óculos de sol é recomendado para o ano todo. Com a chegada do verão, entretanto, eles se tornam realmente indispensáveis, mas devem obedecer a alguns princípios básicos para evitar sérios danos aos olhos. Uma lente escura de má qualidade pode causar distorções que comprometem a visão, além de piorar os efeitos dos raios ultravioletas, uma vez que diminui a luminosidade ocasionando o aumento da pupila e consequente maior absorção dos raios nocivos.

O primeiro e principal princípio é que os óculos escuros devem obrigatoriamente ter lentes com proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB). Elas são necessárias para filtrar os raios que nossa córnea (lente ocular com a função de focar as imagens na retina, de onde são enviadas ao cérebro) não é capaz de absorver e filtrar. Os óculos com lentes castanhas, cinzas e verdes protegem melhor os olhos, enquanto que as amarelas são indicadas para a prática de esporte. Mas sempre com filtro UVA e UVB!


Crianças podem ser estimuladas a usar óculos de sol,
inquebráveis, com aros coloridos, mas sempre com lentes
que contenham proteção contra os raios ultravioletas

Os olhos devem ser protegidos desde a infância, uma vez que os efeitos da radiação ultravioleta são cumulativos. Como é na infância e na adolescência que ocorre a maior exposição ao sol, os pais devem habituar desde cedo os filhos a usar óculos, filtro solar e chapéus. Os óculos devem ter hastes largas para dificultar a passagem dos raios solares e os chapéus, abas largas.

Em princípio, não é possível saber se os óculos escuros possuem os filtros necessários. E, embora hoje os óculos já tragam, na maioria dos casos, etiquetas informando que têm os filtros, recomenda-se que os usuários solicitem às óticas que façam, sempre na sua presença, a medição dos filtros. Para isso elas possuem aparelhagem apropriada. Dessa forma, pode-se confirmar se as especificações da etiqueta do produto são verdadeiras.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda alguns cuidados aos usuários antes da compra de óculos escuros, que devem ser certificados pelo Inmetro:

1 - Certifique-se de que as lentes contenham filtro solar;

2 - Verifique se a lente tem uniformidades de reflexos (se houver distorção, podem ocorrer dores de cabeça e desconforto- para testar, olhe o reflexo de uma lâmpada fluorescente, se ocorrer esse reflexo, verifique se a imagem da lâmpada não se distorce);

3 - Compre onde você confia e que possa lhe dar a garantia e assistência se o produto apresentar defeito.

A maior parte das pessoas já sabe que não deve usar óculos de grau sem antes consultar um oftalmologista, mas muitos ainda desconhecem os malefícios de comprar óculos de sol sem também tomar uma série de precauções.

- O ideal é que o oftalmologista também seja consultado quando da aquisição de óculos de sol, recomenda a Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Entre os malefícios da exposição ao sol sem proteção, estão o aparecimento precoce da catarata e doenças de retina, como a degeneração macular relacionada à idade (DRMI), que pode levar à cegueira.

O piterígio- espessamento da conjuntiva, membrana que cobre a parte branca do globo ocular e a superfície interna das pálpebras, é outro problema que também pode ser provocado pela exposição ao sol sem proteção ocular.

Os óculos escuros também funcionam como escudo protetor para elementos externos como areia e suas impurezas nas praias e contra a poluição nas ruas.

 
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